A viagem das Flores

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Quando ganhamos um vaso de flores ou um buquê, não nos damos conta do trajeto que estas flores fazem até chegarem às nossas mãos. Para que as flores ou plantas venham a decorar as nossas casas e jardins, um longo caminho é percorrido por elas. A viagem começa já no desenvolvimento de seus bulbos e mudas, muitas vezes importados por nossos produtores de países distantes como Taiwan, Holanda ou Estados Unidos, entre outros. Quando chegam ao Brasil vão para diversas regiões produtoras, algumas há centenas de quilômetros de distância do ponto de venda onde serão futuramente comercializadas.

Depois de desenvolvidos nos sítios e fazendas, estes produtos são ainda transportados aos grandes centros atacadistas, como a Cooperativa Veiling Holambra, localizada no interior do estado de São Paulo que comercializa atualmente cerca de 45% das flores e plantas negociadas em nosso país. Dali são adquiridas por empresas atacadistas e partem para mais uma jornada para só depois serem distribuídas nos diversos pontos de venda como lojas e supermercados. Algumas fazem ainda uma escala em mercadões ou centros comerciais regionais como os Ceasas, e somente depois chegam às mãos dos profissionais floristas. Todo esse vai e vem pode levar horas, quando transportadas via aérea, ou dias, quando seu transporte é feito através de caminhões cruzando de norte a sul as rodovias interestaduais. Algumas ainda fazem trajetos mais complexos e extensos envolvendo outros meios de transporte, como balsas e barcos para finalmente serem comercializadas nos mais distantes pontos do nosso imenso país.

Conservar a integridade física destes delicados seres vivos não é tarefa das mais fáceis, ainda mais quando não dispomos de veículos adequados ou estradas bem conservadas. Exige muita conscientização e comprometimento profissional. Hoje temos à disposição no mercado, veículos equipados com suspenção a ar que diminuem consideravelmente o impacto e a trepidação durante a viagem, causando menos danos aos produtos, além dos baús climatizados e embalagens especiais que permitem a hidratação durante a viagem. Também há conservantes químicos e tratamentos pós-colheita que ajudam a prolongar a longevidade das plantas aumentando sua durabilidade e resistência às longas viagens, no entanto, por ser um produto frágil e perecível e devido as altas temperaturas em boa parte do país e a falta de manutenção na frota, muitas cargas chegam a perecer precocemente.

Provavelmente quando recebermos ou comprarmos um novo vaso para nossa casa certamente olharemos com outros olhos ao sabermos o quanto ela caminhou para chegar às nossas mãos.

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