O jardim de produção de Flores do brasil.

Holambra é conhecida nacionalmente como a Cidade das Flores. Hoje, a possibilidade de conhecer a produção de flores, as novas tendências, e as técnicas de cultivo tornou-se um dos grande atrativos do município, recebendo visitantes interessados em passeios e negócios. Mas para que se chegasse a essa estrutura de cultivo e distribuição atualmente estabelecida, um longo caminho foi percorrido nos últimos 50 anos.

Registros mostram que até a década de 60, as flores só aparecem em Holambra como uma pequena cultura, secundária, ainda não voltada para o comércio. É, a partir do empenho de alguns imigrantes com experiência em floricultura na Holanda, que o produto começou a assumir um caráter mais importante. Técnicas especiais de plantio e cultivo, como a produção em estufas trazidas da Holanda, foram determinantes para que a produção local de flores e plantas atingisse níveis de qualidade altíssimos, semelhantes aos europeus e conquistasse definitivamente todo o mercado brasileiro.

Em meados dos anos 60, as famílias Bakker, de Wit e Schoenmaker, mesmo advertidas sobre as dificuldades que poderiam ser encontradas na tentativa de iniciar um mercado para a produção de gládiolos, decidem investir nessa cultura. A partir de então, as vendas não pararam de crescer, e rapidamente outros produtores se interessaram e novas variedades surgiram.

Em pouco tempo, a produção de flores tornou-se uma das principais culturas agrárias do município, ganhando um departamento específico na Cooperativa Agropecuária de Holambra (CAPH).

Na década de 70, a CAPH passou a coordenar a produção e o comércio de flores, difundindo o nome “Holambra” por todo o país.

Dessa forma, apesar de não se tratar do único produto da cooperativa, as flores se tornaram o produto de maior visibilidade, transformando a cidade em referência nesse mercado, fazendo com que novas variedades de flores e plantas fossem desenvolvidas, ampliando assim seu cultivo cada vez mais.

Esse aumento da produção e do comércio levou a CAPH a instalar, em 1989, em Holambra, um sistema holandês de leilão, chamado Veiling. O coração do sistema Veiling consiste na comercialização dos produtos através de pregão, onde a oferta e procura possibilita a formação de preços se tornando referência para todo o mercado.

O Veiling é voltado exclusivamente para a comercialização de flores e plantas ornamentais. Em sua estrutura acontece a venda dos produtos para distribuidores, atacadistas e profissionais do setor que abastecem o mercado nacional e internacional com flores e plantas das mais variadas espécies.

A adoção desse procedimento marcou de vez o sucesso do produto na colônia holandesa.

Em cerca de cinco décadas, a produção de flores tornou-se o “carro chefe” da economia holambrense. O campo de floricultura também ajudou a desenvolver outros setores, envolvendo pesquisas para o aumento da qualidade e durabilidade das plantas, além de buscar por novas variedades, para surpreender o consumidor.

Hoje o Brasil é um país que se destaca na produção de flores, ultrapassando, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), a marca de 6,5 mil hectares de área cultivada. Os floricultores se especializaram e inovam a cada dia. Pesquisando e criando novas variedades para levar aos mercados internos e externos, flores que encantam pessoas em todo o mundo.

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